Cachoeira

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Elevada à condição de cidade em 1837 e tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1971, Cachoeira é denominada "Cidade Monumento Nacional" e, depois de Salvador, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico do estilo barroco.

A riqueza de detalhes de suas construções (o prédio da Santa Casa-1734; a Capela de Santa Bárbara, o Chafariz Imperial -1827; a Igreja da Ordem Terceira do Carmo- 1724, a Matriz Nossa Senhora do Rosário e o sobrado da Irmandade da Boa Morte, grupo remanescente de escravos, composto só de mulheres negras, e primeiro terreiro de candomblé do país) atestam a qualidade de seu acervo.

No século XIX, Cachoeira teve projeção na política nacional. Desse local, ecoaram os primeiros gritos contra a opressão portuguesa, visando à criação de um movimento organizado em prol da independência do Brasil. Foi a Câmara Municipal de Cachoeira, em 1822, que proclamou D. Pedro como “Príncipe Regente do Brasil”.

Além da importância histórica, a cidade também é palco de uma das principais manifestações do sincretismo religioso do país: a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte. O evento ocorre todos os anos no mês de agosto. O calendário da festa inclui missas e procissões representando o falecimento de Nossa Senhora e também apresentações de Samba de Roda.

Este último (uma mistura de dança, poesia, música e festa que é ligado ao culto aos orixás) é considerado “Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade” pela UNESCO.

O ritmo afro-brasileiro nasceu no Recôncavo baiano por volta de 1860. "O samba nasceu lá na Bahia, se hoje ele é branco na poesia, ele é negro demais no coração", diz o poeta Vinícius de Moraes. Ícone do Brasil, o mais famoso ritmo nacional, o Samba (e seus variantes), teve como base o Samba de Roda nascido nos contornos da Baía de Todos os Santos.